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segunda-feira, 15 de março de 2010

Sozinha no Motel

  Sou secretária de Carlos Benzille há três anos e amante há dois. Sempre que ele pode – e a esposa “deixa” – nos encontramos para festinhas particulares, fora, é claro, às vezes algumas rapidinhas e chupadas gulosas que dou aqui mesmo no escritório do sogro enquanto ele fala por telefone com mãe dos filhos dele.

  Hoje é meu aniversário, irei comemorar com Carlos num motel maravilho e depois irei para uma boate com as amigas – se tiver forças pra isso. Rs

  Chequei um pouco mais cedo pra preparar tudo: enchi a banheira, coloquei um espartilho vermelho, que é a cor de lingerie que ele mais gosta, saltos altíssimos, já pedi o champanhe e coloquei um jazz pra tocar; as luzes da pista de dança deixam o clima muito sexy.

  Ele está um pouco atrasado, mas deve estar chegando, sei por que sou eu quem organiza agenda dele, ele não tem nenhum compromisso pra hoje, reservei-o exclusivamente pra mim...

  Merda, por que ele ta demorando tanto?

  O telefone toca. É ele...

- Por favor, Carlos não faz isso comigo... Diz a ela que você tem uma reunião de urgência, que uns compradores japoneses chegaram e... e.. você tem que recebê-los... Seu idiota posso arruinar você, desgraçado! Não desliga Carlos, por favor, amor...

- Não me deixa aqui sozinha, droga!

  Abri o champanhe e bebi direto do gargalo, a angústia era tanta que foram meia garrafa num só gole. Uma gota gelada escapou e desceu rápida pelo meu pescoço causando-me arrepio. Já comecei a me sentir zonza e dei mais um gole que quase secou a garrafa.

  Joguei a garrafa longe a espatifando na parede e caí num choro, estava com muito ódio, queria me jogar pela janela.

  Não sei quanto tempo fiquei nesse pranto infantil de amante traída.

  Pensei em ir embora e procurar aquele pilantra na casa dele, fazer o maior barraco, arranhar a cara dele toda e... Perder o emprego...

- Que se dane esse filho da puta – gritei – e aquela mulherzinha gorda e nojenta também.

  Vou aproveitar tudo que tenho direito, hoje é o meu dia!

  Meu corpo se movia ao ritmo da música enquanto eu me olhava no espelho e lembrava-me dos homens que já possuí.

  Fábio, Alex, Gustavo, Paulo, Enrique, Márcio... E outros que nem lembro nome.

  Vi a todos como se estivessem ali comigo. Olhavam-me enquanto eu ia tirando a roupa lentamente, alguns, alisavam o monte que crescia entre as pernas e os mais assanhados já batiam uma punheta suave.

  Meus seios saltam ao decote farto, a meia 7/8 e o salto alto empinam mais minha bunda. Nunca tinha me sentido tão sexy. Aproximo-me do grande espelho, olho bem no fundo dos meus próprios olhos e vejo que mereço provar todo o tesão que guardei para aquele traste miserável.

  Passo os dedos pelo espelho embalada pela dança. Meu reflexo no espelho é minha companhia. Acaricio meu corpo, sinto minha pele macia, meus seios, meus lábios...

 Tiro corpete e deixo meus seios tocarem o frio do espelho, os biquinhos ficam tesos. Minha platéia imaginária estava ansiosa por mais, eu quero mais. Vou deslizando meus seios pelo espelho, os pressiono forte.

 Viro-me de costas, rebolo esfregando-me em meu reflexo fitando o fruto da minha imaginação e acariciando meus seios, seguro-os com firmeza passando a língua de leve sobre eles sentindo a maciez da pele aveludada e quente.

 O tesão domina-me. Volto a me virar de pressa meus olhos pingam desejo, assim como meu sexo. Meus lábios pedem... Suavemente passo a ponta da língua no espelho, num beijo solo sinto meu sabor: gélido, devasso...

  Alguns diriam que estou bêbada, outros, louca, mas, na realidade, é o desejo que domina uma fera ferida e sem pudor.

 As mais lascivas fantasias passam pela minha cabeça. Nenhuma se realizará neste momento, mas impulsionam meus movimentos.

 Um calor me perturba, meu sexo queima de tanto desejo.

 Tiro outra garrafa de champanhe do gelo e acaricio meu sexo por cima da calcinha vermelha, hum... Delírios...

- Isso piranha, esfrega gostoso...

 Arrepios, calafrios, tesão, muito tesão.

 Aproveito a hidro com água perfumada e cheia de espuma: entro de meia e calcinha. Ledo engano pensar que a água iria amenizar meu fogo, ao contrário, sentir o borbulhar das águas faz meu corpo arrepiar, tremer. Sentir a massagem em minha pele acalma o espírito e eriça a pele.

 Aliso minha bocetinha por cima da renda da calcinha afasto-a de lado e sinto calor e o mel, levo meus dedos à boca – hum – quente como um vulcão, doce como... Como uma pimenta.

 Em poucos minutos alcanço o gozo. Rápido e forte. Mais champanhe para relaxar.

 Em minha mente todos gozaram comigo enchendo a banheira de gala. O perfume da luxúria toma conta do ambiente. Sorrio sozinha.

 Coloco uma perna na borda da banheira: bebendo e vislumbrando, mais uma vez, meu corpo. Desejo-me, quero muito mais que apenas um gozo.

 Sinto um jato d’água bater na parte interna da coxa: sensação deliciosa que me deixa pronta novamente.

 Idéias libidinosas? Por que não experimentar...

 Tiro a calcinha e a jogo por cima do vidro. Ajoelho e aproxo minha boceta do jato de água. Uau! Indescritivelmente delicioso. Nunca tinha experimentado nada tão prazeroso.

 Movimento-me lentamente para frente e para trás aumentando ainda mais meu tesão. Meu corpo queima, eu gemo loucamente. Delírios frutuosos fazem minha cabeça girar. Os biquinhos dos meus seios, de tão rijos, parecem que vão rasgar.

- Vadia, safada, tesuda... Não tem homem, é? – Grito e me excito ouvindo minha voz.

 Mudo a posição: fico de quatro e deixo a água bater ora na minha boceta ora no meu cuzinho, que também implora por atenção.

 Reboloa devagar para que ambos – cuzinho e boceta – recebam os jatos de água morna. Gemendo e rebolando. Gemendo e rebolando. Minha respiração fica ofegante, os movimentos acelerados.

- Cachorra, gostosa... Goza sozinha, goza, goza!

 Meu corpo foi atingido por fortes espasmos, senti meu coração palpitar descompassadamente. Gozei! Em poucos minutos gozei. Nunca senti nada tão gostoso.

 Recostei-me e fui relaxando aos poucos. Terminei meu champanhe ali mesmo na banheira.

 Fiquei assim até senti que as energias do meu corpo estavam totalmente restabelecidas.

 Saio da banheira e visto minha roupa, tudo com muita calma, pois estou completamente embriagada, mas não pelo álcool do champanhe. O gozo deixou-me muito mais zonza que isso.

Visto cada peça de roupa me fitando no espelho, deslumbrando minhas curvas e minha pele morena...

Quero mais, mesmo tendo gozado como puta, eu ainda quero mais. Quero sentir um falo – nem que de borracha – rasgando minha gruta e invadindo meu anelzinho.

Mas antes que eu pudesse recomeçar o telefone toca:

- Oi, amiga... Claro, o niver é meu, não é? Mas você terá que me buscar no motel... O que aconteceu?... Aff! Ha! Ha! Ha!... Nem te conto, amiga, nem te conto.

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